Vanguart, Cida Moreira e dois ou três idiotas.

•10 de janeiro de 2010 • Deixe um comentário

Show do vanguart no studio SP, noite quente, show legal pra caramba até que no meio do show uma surpresa: Helio Flander chama ao palco Cida moreira, ela tocou piano e cantou com ele numa parte mais intimista do show e foi do caralho! Eles fizeram uns sons do Tom waits e um samba que eu não conhecia quando uns idiotas começaram a vaiar!?!

Cara, se você é ignorante é muito mais digno reconhecer isso e no dia seguinte dar uma pesquisada na internet pra desembaralhar as idéias, mas não vem dar uma de rrrrebelde porque mano aquela “tia” sentada ao teclado cantando com um cara que podia ser filho dela faz isso a muito tempo, tem muito mais atitude que você e é provavelmente por isso que você sabe quem é a Claudia Leite mas não sabe quem Cida Moreira.

Otários

Krautrock

•4 de janeiro de 2010 • Deixe um comentário

Nunca tinha ouvido falar nisso e nem sou fã de Kraftwerk, conhecer as coisas é uma benson apesar de ter mais efeito dizer que é a ignorância,  que poder tem o contexto!

Como a maioria dos rótulos as bandas denominadas assim tem pouco em comum.  Pouco? Eles não tinham nenhuma intenção comercial, não queriam babar ovo pros americanos e ingleses e eram altamente experimentais. Timbres, atmosferas e intenções macabras(pro bem) fazem parte do lance.

Dois links: Faust IV do Faust e um documentário da BBC sobre esses alemães doidinhos

http://1001albuns.blogspot.com/2009/10/faust-faust-iv.html

http://www.youtube.com/watch?v=3B89-69icyc&feature=related

Vista cansada

•22 de dezembro de 2009 • Deixe um comentário

Estou com a vista cansada de tanto recalque. Olhei, olhei, olhei & olhei demais.

Já não admiro.

Um correto cidadão ainda admira?

Ultrapassei a barreira do correto quando mergulhei minha boca na leptospirose. Agora tenho os olhos congestionados.

Congestionados de doença de rato & de tanto olhar.

(Hoje eu vi um rato & ele me viu)

Minha bíblia sagrada se chama Facão de Índio & meu credo preferido é aquele “Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte” .

É a vista cansada, o olhar congestionado & a poluição.  Cansei de ficar olhando esses aí…

Interlúdio

Rick não entendeu nada. Não quer perder o golfe, o super-mercado & o estacionamento gratuito na vaga de chefe. Rick gosta de ser chefe. Rick gosta de ser especialista. Mas Rick não é chefe.  Rick está cheirando a merda…& Rick sabe.

Estou com a vista cansada de Ricks, Lucianos, arnaldos, Mirians & dos outros ratos. Miriam queria ser Alexandre. Willian queria ser Alexandre. Alexandre está de quatro.

Cansado de olhos congestionados de doença de rato.

Não consigo mais olhar. Agora eu vejo.

Rick ama arnaldo que ama Willian que ama alexandre que ama Miriam que ama o rato que não ama ninguém.

Assim tudo fica igual.

Nivelado pelo rato. Controlado na leptospirose. Educado na porrada. Vencido pelo cansaço.

Visto de longe até parece certo…mas quando a gente chega perto tudo cheira a merda.

De rato.


Uma nova classe enfim!

•18 de dezembro de 2009 • 4 Comentários

Eis que há mesmo o novo no ar. Ou melhor dizendo uma nova no ar.

A classe musical começa a dar passos importantes para sua organização e seus próprios debates e demandas.

Uma nova geração de artistas e produtores culturais com uma abrangente visão de presente levanta a voz em favor da união, do diálogo, da independência e da autogestão engajada em coletivos e movimentos de cultura pelo país.

O que antes era feito em alguns guetos (muito acertadamente diga-se de passagem) com grupos surgidos de discussões de gênero (como o Hip Hop ou de cultura afro-brasileira), hoje começa a atingir todo o cenário musical undeground (independente, alternativa) pelo país a fora.

Músicos estão cada vez mais se unindo para a produção de festivais, eventos, shows, feiras de arte, projetos culturais, fóruns de debates e etc…

Passam a fabricar seus próprios meios de produção, tomam as rédeas definitivamente de suas carreiras e engrandecem a discussão sobre cultura popular em todas as direções.

É colocando velhas máximas (ainda defendidas por produtores desavisados,  gravadoras desesperadas, mídia paga e músicos em colapso) num paredão de fuzilamento inteligente e moderno, usando e se alimentando de práticas políticas abertas e solidárias (e porque não anti-capitalistas?) que vários desses coletivos estão ganhando corpo, espaço, maturidade e respeito.

Já era mais que tarde a chegada desse avanço. Em todas as direções finalmente as idéias começam a se unir via internet e via decisões coletivas.

Ainda há muito trabalho e luta pela frente mas o fato é que as perspectivas e paradigmas da classe musical (e artística)  agora são outros.

Mesmo que não seja apenas isso, o leque de caminhos está aberto e no momento nada nos impede de testar todos.

Força comp@s!

Deixamos alguns links abaixo para conhecer :

http://pontaodaeco.org/

http://musicaparabaixar.org.br/

http://www.foradoeixo.org.br/

http://massacoletiva.blogspot.com/

http://www.sinfoniadecaes.org/

http://oteatromagico.mus.br/wordpress/blog/2009/12/16/um-contraponto-as-recentes-declaracoes-de-rick-bonadio/

Maestro Julio Medaglia toma posse na Academia Paulista de Letras

•17 de dezembro de 2009 • 2 Comentários

O maestro Julio Medaglia é o mais novo membro da Academia Paulista de Letras. Eleito por votação no dia 24 de outubro, o músico ocupa a cadeira n°3, que pertenceu a Mario de Andrade.

Foi empossado na Academia Paulista de Letras (APL) no dia 3 de dezembro, com cerimônia que aconteceu na Sala São Paulo .

Formado em regência pela Academia de Freiburg, na Alemanha, Medaglia acumula as funções de regente, compositor e escritor. Foi diretor dos teatros Municipais de São Paulo e Rio de Janeiro, além de ter atuado como supervisor artístico de música da Rede Globo e diretor da Rádio Roquette Pinto.

Como compositor, fez trilhas sonoras de novelas, peças e filmes. Destaca-se o tema do longa-metragem “O Segredo da múmia”, que lhe rendeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado, em 1982.

Além dos palcos, Medaglia é também um rosto presente da mídia televisiva e radiofônica. Ao lado da jornalista Estela Ribeiro, apresenta o programa “Prelúdio”, com calouros de música clássica na TV Cultura. Desde a década de 1980, está também à frente do programa “Tema e Variações”, na rádio Cultura FM de São Paulo.

Como escritor, publica artigos na imprensa e assina a autoria dos livros “Música Impopular” e “Música, maestro”.

Defensor da Volta da Música às Escolas, participou dos 2 últimos encontros da CAEM.

Parabéns Maestro!
http://www.escolasdemusica.com.br/not_show_d.asp

Tokio!

•16 de dezembro de 2009 • Deixe um comentário

Saí do filme achando bom, não tinha digerido direito as histórias, agora elas estão me engolindo.

Uma mina que vira um objeto pra ser um pouco mais “útil”, uma paranóia fudida com moradores de rua e um mano que se trancou anos em casa pra não ter responsabilidades nem decepções e se desespera ao notar que todos estão como ele.

SÃO PAULO!

                                                                                                                                  Daniel

Titãs (enquanto os imbecis caminham “diboa”)

•15 de dezembro de 2009 • Deixe um comentário

Não sou fã dos anos 80.

Nem sou fã da banda Titãs. Mas-porém-todavia gosto sempre de destacar dois trabalhos dos caras: “Cabeça dinossauro“(1986) & “Jesus não tem dentes no país dos banguelas“(1987).

Acho que são dois discos importantíssimos não só na carreira da banda mas pra toda uma geração que escutava rock brasileiro naquela época.

Sem cair nos clichês da imprensa imbecil quando fala dos anos 80 no Brasil, esses dois discos possuem um tipo de letra que infelizmente foi descartada pelo atual rock bunda mole – e não só no Brasil.

As críticas sobre as estruturas tradicionais e sobre os “discursos prontos”  de uma sociedade careta em busca do “politicamente correto” são na minha opinião o ponto alto desses dois discos.

Vindos de um grupo de estudantes do Equipe (colégio paulistano prafrentex) em algum momento os Titãs conseguiram colocar de forma bastante direta (talvez por influência do Punk ou pós punk sei lá) algumas questões que ainda hoje são bastante forte.

Letras como “Infelizmente“, “Porrada“, “Igreja“, “Família”  são uma profunda crítica sobre as “instituições” cheias de hipocrisia e contradições que nós vivemos. Uma crítica com uma clara visão classe média, mas de qualquer forma de grande valor.  E não era uma crítica rasa ou vazia mas com  profundidade e uma inteligência irônica importante ao rock.

Violência“, “Desordem“, “Polícia“, “Todo Mundo quer amor“, “Nome aos bois” são exemplos de letras pontiagudas que nadam contra a corrente midiática de impor ao cidadão uma visão única sobre certos assuntos.

Não faço apologia ao passado e nem estou aqui para vender o som do Titãs. Não gosto de nenhum outro disco da banda e até acho que eles infelizmente se tornaram uma caricatura da rebeldia que de fato assumiam.

Aliás cada um escolhe o próprio caminho e com que roupa vai para o Faustão.

Mas fico com saudade na verdade dessa rebeldia rockeira…muito se fala da contestação do rock e é verdade. Ela morreu.

Talvez até quem um dia foi contestador hoje contribui pra essa coisa burra que virou o rock nacional (em seu sentido classico…óbviamente nas frestas da cultura pop estão coisas muito boas).

Quem sabe se tivéssemos mais “Desordem” ou ” Porrada” teríamos uma juventude um pouco mais ativa e menos boçal batendo punheta com vampiros virgens e fazendo propaganda de celulares e portais de internet?

Será que com outras bandas invocando “Homem Primata” ou “Violência” nós teríamos o Kassab em Sampa ou o Serra seria o herós da pancadaria na USP? Em outras “Estado Violência” teríamos tolerado o mensalão PTista de 2005?

Teríamos o imbecil do Tas em sua pseudo-revolta personalizada com os “Sarneys” da vida enquanto chupa o Aécio?

Ou será que pelo menos teríamos pessoas jovens pensando que “algo está errado”?

Fica aqui o vídeo de um estudante sendo espancado e preso em Brasilia num protesto contra o Governador Arruda que todo mundo sabe é um notório ladrão.

Pois é…”Polícia para quem precisa” não é mesmo?

E a Polícia de Brasilia atirando bombas em quem filmava o protesto…desordem?

NXZero fora nada…

Vai cooperar?

http://vimeo.com/8087713